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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O ESCOCÊS E O KILT


Certa noite, um jovem escocês deixou o bar,
E podia-se imaginar, pelo jeito dele andar,
Que havia tomado todas, mais do que pudesse guardar!
Cambaleava até ficar em pé não mais conseguir,
E deitou-se na grama, ao lado da calçada, para dormir.
Pouco tempo depois, duas belas garotas passaram por ele,
E, olhando uma para a outra, pestanejando, disseram dele:
— Oh, que bonito e forte escocês. Nem um pouco velhote,
Será que é verdade o que não usa por baixo do saiote?
Aproximaram-se silenciosamente para mover
Seu kilt, que levantaram alguns centímetros para ver
Nada além do que Deus lhe abençoou ao nascer!
Maravilharam-se com a visão, mas apressaram-se para ir,
Propondo deixar-lhe uma lembrança antes de partir.
Como presente, uma fita azul em laço uma delas amarrou
Em volta da “estrela” escocesa que o saiote erguido mostrou.
Ao acordar pelo chamado da Natureza, o escocês cambaleou
Rumo a um grupo de árvores e atrás de um arbusto ficou.
Levantou seu kilt e estupefato deslumbrou
E disse, em voz trêmula, perante o que lá constatou:
— Meu chapa, eu não sei por onde você andou,
Mas vejo que o prêmio de primeiro lugar você ganhou!!
Poema desenvolvido e baseado na
letra de uma tradicional
canção de língua inglesa, intitulada
“The Drunken Scotsman”
(O Escocês Bêbado)

sábado, 3 de setembro de 2016

ESCÓCIA

AOS CAROS LEITORES

Como todos sabem, sou um aficionado pela Escócia.
Decidi, portanto, colocar um marcador para textos
relacionados com este maravilhoso país. É só procurar em 
Modalidades e clicar em 15. Escócia (textos relacionados)
e abrirão os textos sobre a Escócia. Outra alternativa é
procurar no Índice: Escócia, onde encontrará todos
os títulos relacionados.


HISTÓRIAS DE HIGHLANDERS




Highlanders são os escoceses que vivem nas Terras Altas da Escócia. Tradicionalmente, são pessoas rudes, fortes e guerreiras, porém têm um princípio muito importante, o de serem sempre hospitaleiros, e com todos. Há muitas histórias sobre eles, haja vista aquelas eternizadas por grandes escritores, como o novelista Sir Walter Scott e o poeta Robert Burns. Fato ou lenda, todos os escoceses estão familiarizados com as mesmas, como as duas histórias a seguir.


O thistle, aqui conhecido por cardo, é um arbusto espinhento que dá flores roxas muito exóticas. Conta-se que, no século X, os highlanders de um certo castelo escocês já haviam rechaçado várias investidas de vikings provenientes da Noruega. E eles, por sua vez, estavam cansados de tantas derrocadas. Decidiram, então, atacar as fortificações escocesas na calada da noite. Inteligentemente, contando com o elemento surpresa, foram descalços, para que sua presença não fosse percebida. Foi necessário que atravessassem o fosso junto ao castelo, no qual cresciam plantas silvestres, justamente os thistles. Os escoceses foram alertados pelos gritos de agonia dos invasores ao pisarem nos espinhos e, mais uma vez, os vikings foram derrotados. Desde então, o thistle tornou-se a flor-símbolo da Escócia.



Os clãs da Escócia são possuidores de terras que, em geral, eram passadas de geração em geração, sem a menor preocupação de qualquer registro de propriedade. Os limites territoriais, frequentemente, eram motivo de discussões acaloradas e de guerras entre os clãs, com grande perda de vidas. Os MacLeods e os MacDonalds estavam se dizimando devido à disputa de uma península na Ilha de Skye, que fica na costa oeste da Escócia. Os chefes dos clãs estavam preocupados com as mortes que ocorriam e, certa vez, reuniram-se para tentar pôr fim àquela luta. Ficou decidido que se faria uma corrida de barcos, com a partida a uma determinada distância no mar aberto, e quem chegasse primeiro à praia, seria declarado vencedor. Lá se foi um barco-a-remo de cada clã, contando com vários highlanders de braços fortes em cada um. Foi dada a largada e, desde o começo, os MacLeods se encontravam à frente. Os MacDonalds lutavam para passar os adversários, mas, quando se emparelhavam, os MacLeods se esforçavam mais e conseguiam a dianteira. Os chefes dos clãs estavam na praia, aguardando a chegada. O sorriso de satisfação do chefe MacLeod era aparente, pois a poucos metros da praia, a embarcação dos seus estava se aproximando. Repentinamente, um MacDonald levantou-se no seu barco, tirou o punhal preso à sua perna, decepou sua própria mão e a atirou na praia, por cima dos MacLeods, portanto chegando antes deles. Com isso, conquistou o direito de posse das terras para seu clã. Durante toda a vida, aquele highlander foi tratado como herói. Para perpetuar a memória do grande feito, uma mão faz parte do brasão dos MacDonalds. Até hoje, os descendentes daqueles guerreiros são os donos daquela parte da ilha.

thistle

  Brasão dos MacDonalds


domingo, 22 de maio de 2016

DUAS PEDRAS DO DESTINO





Joaquim ben Levy mandou-me o comentário seguinte, após ter lido meu texto UMA PEDRA NA HISTÓRIA DA ESCÓCIA: "Tenho lido várias versões da história (?) Da dita "lia fail". Trata-se da mesma pedra? 

Preferi responder aqui, por achar o tópico demais de interessante para apenas responder à sua indagação no final do texto em apreço.
 
                                                                           (imagem da Internet)
A Pedra do Destino Irlandesa

Na verdade, existem duas Pedras do Destino. A Pedra de Scone, em gaélico escocês An Lia Fáil e em escocês Stane o Scuin, trata-se de um bloco de arenito vermelho usado durante séculos na coroação dos reis escoceses. Como conto no meu texto, é usado na coroação dos monarcas do Reino Unido. A Pedra de Scone foi guardada durante anos na Abadia de Scone, localizada próximo de Perth, na Escócia. Atualmente se encontra no Castelo de Edimburgo. 

No entanto, existe uma outra Pedra do Destino, em gaélico irlandês, Lia Fáil, que é uma pedra que fica no local da coroação dos Grandes Reis da Irlanda. Parece que todos os reis da Irlanda foram coroados ali até cerca de 500 d.C. A Pedra é um menir, ou uma pedra solitária vertical, que data do período neolitico (± 5500 anos atrás) e se localiza do Morro de Tara, no Condado de Meath, na Irlanda.